A dor no ombro do nadador acarreta diminuição do rendimento esportivo, podendo até levar ao abandono do esporte. A incidência é de 43% a 73%.
O ombro do nadador é submetido a intensa carga de esforço, além de movimentos repetitivos, o que é um fator desencadeante de aparecimento de dores devido a processos inflamatórios. A dor atinge a região anterolateral do ombro e inicialmente está relacionada a tendinite do tendão do supraespinhal e do bíceps.
Os fatores de risco para o aparecimento dessa dor são: sobrecarga de exercícios, erros técnicos, pinçamento subacromial, hiperfrouxidão ligamentar e instabilidade do ombro.
Exemplo de erro de treinamento: a elevação incorreta do cotovelo na fase de recuperação favorece a diminuição do espaço subacromial, gerando dor.
Exemplo de sobrecarga de exercícios: a fadiga da musculatura, principalmente dos componentes do manguito rotador, facilita que a cabeça do úmero migre para superior e gere diminuição do espaço subacromial, ocasionando dor.
Exemplo de lesões repetitivas: quando a musculatura entra em fadiga, pode haver desgaste do complexo capsuloligamentar, o que é capaz de provocar instabilidade não traumática do ombro e consequentemente dor.
A prevenção de dores no ombro do nadador está fundamentada em três pilares: treinamento funcional com ganho e manutenção de força muscular, exercícios de pliometria (exercícios excêntricos musculares que provocam sua potencialização elástica, mecânica e reflexa) e reeducação sensório-motora do ombro (propriocepção).
Faça treinamento funcional para o ombro e siga a planilha do seu treinador de natação. Se mesmo assim apresentar dores, procure seu médico ortopedista especializado em esporte.
Bons treinos!
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