1 – “O ciclismo é o segmento menos importante em provas com drafting.” Por um lado, o ciclismo é o esporte ideal para desenvolver a resistência de base, com treinos de longa duração e baixa intensidade, com um gesto cíclico, mas sem impactos contra o solo, sendo por isso pouco lesivo. Por outro lado, não devemos esquecer que o setor em que se decide o resultado final do triathlon é a corrida, mas uma corrida atípica, uma vez que se inicia com uma fadiga prévia significativa.
2 – “O traje de neoprene só serve para evitar o frio.” A origem do traje de neoprene no segmento de natação do triathlon foi a proteção dos desportistas contra o frio. A sua utilização está delimitada pelo regulamento de forma que em função da temperatura da água e do ambiente os oficiais da prova designarão a sua utilização como proibida, obrigatória ou opcional. Quando é opcional, a maioria dos triatletas o utiliza, e não apenas pela comodidade de nadar sem frio.
3 – “O trabalho de força é incompatível com o de resistência.” O triathlon é um esporte de resistência, em que o trabalho de força-resistência tem uma importância vital. Cada vez se torna mais evidente a necessidade de complementar o treino específico na piscina, na bicicleta ou na corrida, com um trabalho adicional e específico de força, não só para melhorar o rendimento como também para evitar lesões.
4 – “Como sou iniciante preciso do melhor material para começar com garantias.” Na natação são necessários os óculos para você se orientar melhor e evitar irritações nos olhos. O traje de neoprene é um investimento considerável, portanto o ideal é que você consiga um emprestando ou alugado, caso não possa comprá-lo. Para o segmento de ciclismo, basta uma bicicleta bem ajustada às suas medidas. Dessa forma você evitará lesões e terá um bom rendimento. Isso sem esquecer o capacete, que é sempre obrigatório. E para correr, use sapatilhas de corrida normais (você pode substituir os cordões por um elástico e assim simplificar o processo de calçá-los). A prática de esportes aquáticos ajuda a amenizar os sintomas da rinite, porém, muitas vezes, o que deveria ser uma forma de alívio pode se tornar um desconforto. Isso porque os subprodutos do cloro nas piscinas podem potencializar os sintomas da rinite. A solução? Opte por piscinas de água tratada com ozônio. 😉
5 – “É preciso treinar todos os dias as três modalidades.” Existe a crença falsa de que o triatleta deve treinar os três segmentos todos os dias.
6 – “Bom nadador em piscina não é sinônimo de bom nadador em provas de triathlon.” Os bons desempenhos que um triatleta pode ter na piscina não correspondem à realidade de uma prova de triathlon, na qual a natação se realiza em águas abertas. Por isso que é necessário realizar treinos específicos.
7 – “Só os hidratos de carbono é que dão energia.” Com a realização de um exercício de caráter aeróbico, o organismo obtém a energia através da oxidação da glicose (glicólise) para posteriormente continuar com a obtenção de energia através da oxidação dos ácidos gordos livres provenientes da degradação das reservas de triglicerídios (lipólise). Ao longo de um exercício a utilização de um substrato vai ganhando mais protagonismo, até que o outro se sobrepõe.
8 – “Se não é finisher na distância ironman, você não é um verdadeiro triatleta.” É importante ir passo a passo e dar o melhor em distâncias mais curtas, começar pelos triathlon de distância sprint, depois passar para a distância olímpica e fazer uma progressão lógica antes de dar o salto para o ironman.
9 – “Quanto mais volume de treino, melhor.” Essa é uma falsa crença que esteve muito na moda ns competições iniciais de triathlon. Acreditava-se que era necessário realizar grandes quilometradas semanais para conseguir o melhor resultado possível. Longe dessa crença, no esporte de resistência o que nos faz melhorar é a assimilação das cargas duras.
10 – “Você precisa de uma bicicleta de contrarrelógio para competir em triathlons de longa distância.” A opção mais barata é mais engenhosa é “reconverter” a bicicleta convencional de estrada numa bicicleta de longa distância com duas pequenas alterações:
– Avançar o selim ou substituir o espigão de selim com recuo por um neutro ou com avanço;
– Colocar uns extensores no guidão.
É uma boa forma de poder continuar a praticar triathlon em todas as suas distâncias e que não pesará tanto no
bolso!
Fonte: Sport Life
