Tão Perto e Tão Longe

Passado um dia da minha prova, não consegui dormir tão cedo. Então parei pra pensar em tudo o que aconteceu durante o Mundial de Barcelona, a fim de digerir e absorver o que há de bom.
Sei o quanto treinei pra ser o melhor do mundo, mas dessa vez fui o quarto colocado. Mesmo sabendo que o melhor tempo do mundo era meu, isso não me colocou entre os três primeiros do pódio.


Confesso que os resultados dos 50m borboleta não me emocionaram, os tempos foram fracos, longe do esperado. A sensação de perder pra mim mesmo nessa prova é a pior de todas e confesso que ficar em segundo ou terceiro representaria a mesma coisa.
Muitas vezes a gente inova, busca o impossível pra ser o melhor, e os acontecimentos mostram que o “beabá” pode te colocar lá no topo também, basta errar menos que os outros.
Mesmo assim, traçar uma meta, ter um planejamento e vislumbrar algo na casa do “impossível” é muito melhor. Poucos pensam dessa maneira, e o registro é mais glorioso.
E como tudo na vida, o dia passa, o que foi bom e ruim fica pra trás, e o que levamos desta vida são as experiências vividas e as amizades conquistadas.
Um dia após o acontecido recebi uma mensagem do francês Fred Bousquet, terceiro lugar do pódio dos 50m borboleta, dizendo:
“Nicholas,
Se alguém merecia vencer esta noite era você!
Todo mundo sabe que você é o melhor do mundo nos 50m borboleta, eu sei que você irá provar isso novamente, muito em breve.
Você é um dos grandes dentro do esporte, e precisamos de mais pessoas como você.
Cuide-se.”
É por essas e outras que cultivo boas amizades e continuo sendo eu mesmo.
Nick

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