Originalmente conhecido como Troféu Brasil de Natação, o Troféu Maria Lenk é, ao lado do José Finkel, uma das maiores competições brasileiras de natação por equipes. Realizado desde 1962, o campeonato serve como termômetro do nado no Brasil, revelando talentos, confirmando e desbancando favoritismos.
Apesar da forte presença nacional, o evento normalmente recebe a nata da natação internacional. E isso tende a ficar especialmente claro nesta 55ª edição do Troféu, que antecede as Olímpiadas do Rio de Janeiro. Aliás, o Troféu é um dos eventos testes protocolados pelo comitê olímpico.
Inúmeros atletas de fora do Brasil deverão comparecer e lutar por índices mundiais no Parque Aquático Jorge Frias de Paula, ambiente administrado pelo Fluminense, como uma forma de, literalmente, testar as águas e a competição local.
Vários clubes estão importando os atletas estrangeiros, oferecendo a eles uma base temporária, permitindo que eles estiquem suas asinhas (e braços) nas terras tupiniquins durante o decorrer do torneio. Em contrapartida, os próprios clubes se fortalecem e lutam para manter ou tomar o controle do Troféu, que desde a sua invenção, tem sua posse revezada por clubes do Rio, São Paulo e Minas, principalmente: Flamengo, Fluminense, Pinheiros e o Minas Tênis Clube.
Neste ano, o mais provável é que assistamos uma invasão argentina. Nove hermanas já estão confirmadas, além de atletas dinamarquesas e húngaras.
Ah, e você lembra que no começo do post escrevemos que a competição trocou de nome? Pois bem, isso aconteceu em 2007. O campeonato foi rebatizado para homenagear a grande nadadora Maria Lenk, 1ª mulher sul-americana a competir numa olímpiada. Mas falaremos mais sobre ela no próximo post.
De resto, nos cabe ficar na torcida pelos nossos nadadores favoritos: a galera do Speedo Elite Team!
