VELOCIDADE MÁXIMA: você sabe o que é o Desafio Raia Rápida?

Nadadores de provas de velocidade são personagens curiosos. Temperamentais, marrentos, explosivos. “Velocista é bicho complicado”, já disse certa vez Cesar Cielo. Pudera: especialistas em provas decididas por centésimos, a adrenalina e a emoção sempre estão lá no alto. Não é a toa que essas provas são sempre altamente concorridas por nadadores e espectadores, sendo as mais aguardadas das competições e, seus vencedores em geral, os mais envoltos em glamour.

Uma competição que reunisse somente esses tipos de nadadores, em duelos de provas curtas, com formato dinâmico e atrativo, com a piscina de competição transformada em um verdadeiro caldeirão e uma prova emocionante atrás da outra, era o que faltava na natação mundial. Não falta mais. Foi realizado em setembro, no Rio de Janeiro, o Desafio Raia Rápida.
A competição reuniu equipes de quatro países, com verdadeiros astros da natação mundial, como o francês Florent Manaudou, campeão olímpico dos 50m livre; o australiano James Magnussen, campeão mundial dos 100m livre; e o brasileiro Bruno Fratus, finalista olímpico.
Neste ano, as equipes do Brasil, Estados Unidos, França e Austrália trouxeram os melhores especialistas em cada estilo (costas, peito, borboleta e livre). As disputas individuais ocorrem em provas de 50 metros cada estilo, com quatro nadadores. Esses nadam três vezes, sendo que em cada uma os últimos colocados são eliminados até restar somente dois para a disputa da grande final. Depois ocorre a disputa do revezamento 4x50m medley, entre as quatro equipes. Com os pontos atribuídos, ao final um país é apontado como grande vencedor.
Na disputa desse ano o Brasil foi representado por Daniel Orzechowski (50m costas), João Gomes Junior (50m peito) e Nicholas Santos (50m borboleta), que ficaram com a medalha de prata no tempo de 1m39s72, melhor marca sul-americana para a distância.

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