Aneurisma: dilatação da parede da aorta também atinge os esportistas

Por definição, aneurisma é uma dilatação como uma pequena bexiga que se projeta de um vaso sanguíneo, devido a causas como, traumatismo local, doenças genéticas (Marfan) e doenças que enfraquecem aquele local como a hipertensão arterial. Poderá ocorrer em qualquer vaso, mas os mais conhecidos e temidos são os que ocorrem numa artéria do cérebro e as que estão na maior artéria do corpo, a aorta. Ela se localiza na parte superior do coração e segue até as pernas.
O risco de se romper e causar uma hemorragia leve ou fatal depende de várias circunstâncias que o médico deve avaliar. No cérebro, o neurologista tem condições de orientar a indicação de uma cirurgia reparadora, enquanto na aorta o cardiologista e o médico vascular poderão tomar as decisões.

Quando é feito o diagnóstico, em qualquer local do corpo, a primeira recomendação é a de afastar toda e qualquer atividade física acima da intensidade leve! Para medicar e depois decidir o momento da cirurgia serão necessários vários exames, que caracterizarão o tamanho do aneurisma, sua localização e hábitos de vida.
Para muitos pacientes esportistas, é uma espera interminável o momento da cirurgia corretiva. No cérebro, dependendo da localização, pode-se implantar um pequeno dispositivo que anula o risco de hemorragia por rompimento do aneurisma. Já tivemos a oportunidade de atender jogadores profissionais (de vôlei e basquete) em pós-cirurgia de algumas semanas, que foram liberados para voltar a jogar, controlando a pressão rigorosamente.
Na aorta dependemos da causa básica desse aneurisma: hipertensão arterial, Síndrome de Marfan, aterosclerose grave da aorta ou mesmo alguma outra causa mais rara. O tratamento para curar e voltar a prática de esportes pode ser de duas maneiras: por cateterismo sem cirurgia, com a colocação interna na aorta de um tubo de Dacron (derivado de plástico neutro) chamado de endoprótese, e a cirurgia de substituição da zona do aneurisma por interposição de tubo de Dacron, que pode conter uma válvula cardíaca artificial ou não.
O pós-operatório é decisivo para o futuro do esportista. Temos exemplos atualmente de atletas profissionais atuando com todo o cuidado e autorizados pelo cardiologista, após exames liberatórios rigorosos. Podemos concluir que a restauração das condições para uma vida próxima do normal é o segundo objetivo, depois do primário que é a manutenção da vida.
Medicações e cuidados periódicos poderão permitir a prática de algumas modalidades esportivas, sendo as mais indicadas as que não apresentem riscos de choques corporais ou risco de acidentes, como por exemplo, a nossa simples corrida.
Por Nabil Ghorayeb
São Paulo
Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/11/aneurisma-dilatacao-da-parede-da-aorta-tambem-atinge-os-esportistas.html

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