História de Superação

“Muito prazer! Eu me chamo Odilma Maria de C. Costa, tenho 30 anos, sou de Natal, Rio Grande do Norte. Sou casada há 11 anos com o Hailton, com quem divido minha vida, e dedico meu tempo cuidando da nossa casa e estudando para prestar concurso e em breve o exame da Ordem. Durante muito tempo sabia que estava obesa, mas não tinha forças para tomar uma decisão de colocar um ponto final na situação e buscar uma vida saudável. Até que, ao chegarem os preparativos para o baile de formatura, nenhum vestido que eu gostava cabia em mim, então a alternativa foi mandar fazer um do meu tamanho. Eu já estava com vários problemas de saúde, como falta de ar, dificuldade para dormir, refluxo, azia, dores nas pernas e nas costas, além de muita dificuldade para andar porque meus pés inchavam demais. Por causa do aumento de peso, das roupas que já não cabiam mais em mim e dos problemas com as taxas elevadas de colesterol no sangue, eu me vi obrigada a mudar meus hábitos de forma urgente. Há quase oito meses decidi buscar na caminhada e nas corridas de rua o fôlego necessário para alcançar uma vida mais saudável e abandonar os 105 kg que pesava naquele momento. Em sete meses já eliminei 31 kg. Por isso dou valor a cada gota de suor derramada, antes de colocar na boca um alimento que vai estragar toda a minha luta. Eu sabia que não ia conseguir sozinha e a primeira coisa que fiz foi procurar um endocrinologista (por causa da disfunção hormonal) e depois um nutricionista para me ajudar com a reeducação alimentar. Comecei a caminhar durante 1 hora e mal conseguia andar, pois minhas pernas inchavam. A cada 15 minutos eu parava de tanta dor, as lágrimas escorriam, pedia forças para não desistir, sem falar nas assaduras entre as pernas. Com o plano alimentar em mãos, direcionado para mim, fiz uma lista dos produtos que havia no cardápio. Fui ao supermercado e comprei tudo, preguei o cardápio na porta da geladeira e fui seguindo a dieta. Com um mês consegui mudar algumas coisas. Quando tirei o arroz do cardápio, meu processo de emagrecimento se acelerou, mas ao voltar para a nutricionista ela colocou esse alimento novamente na minha dieta, para ser consumido duas vezes por semana, só que eu o substituo por batata-doce, inhame ou macaxeira (aipim). Depois de quase cinco meses, fui saber pela nova nutricionista que me acompanha hoje que eu não podia consumir alimentos com glúten, porque eles impedem a tireoide de trabalhar bem e cortam o efeito do remédio de reposição hormonal. O caminho é longo, mas eu chego lá, eu creio! Minha maior dificuldade foi aprender a lidar com a ansiedade, que fazia com que eu me refugiasse no chocolate, na pizza, na macarronada etc. A compulsão era tão grande que eu comia até passar mal, depois só chorava e me lamentava. Eu usava a comida como escape para o estresse. A estratégia para me distrair e esquecer a comida foi tomar muito chá e comer gelatina zero, e isso até hoje está funcionando. Por isso minha geladeira vive repleta de todos os sabores e, quando a vontade por doce aumenta, misturo iogurte desnatado. Meu primeiro passo foi eliminar os refrigerantes, as frituras e a gordura; o açúcar eu consumia moderadamente, já que desde os 14 anos uso adoçante, pois meus pais são diabéticos. Coloquei a caminhada na minha rotina durante dois meses, depois fui alternando com a corrida. Fiz uma promessa para mim mesma de que só irei a uma academia quando chegar ao meu peso ideal. Mesmo com dores, eu nunca deixei de fazer caminhadas, às vezes não conseguia colocar o pé no chão, mas eu ia acreditando que um dia estaria livre daquelas dores. Na minha vida, o que mais mudou depois que comecei a emagrecer foi a maneira como eu me olho, pois agora me  valorizo muito. Hoje eu me amo mais e a autoestima está em alta sempre, pois me coloco no início de tudo e não me sinto mais inferior. Confesso que antes eu não me sentia bem no meio dos outros. Quantas vezes eu dizia “sou gordinha, mas sou feliz”, só que realmente não era. Isso sem falar na saúde e no fato de eu estar livre das dores nas pernas, podendo subir e descer escadas, sem me sentir cansada.”

Odilma Maria de C. Costa

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