Durante mais de 9 km, as primeiras colocadas estavam cabeça a cabeça na disputa. Poliana Okimoto nadava nas águas calmas de Copacabana. Ela estava em casa.
Braçada – a menina que entrou na seleção brasileira de natação aos 13 anos se agarra à sua 2ª colocação.
Braçada – desta vez, a hipotermia não ia pará-la como fez 4 anos atrás.
Respira – “Mais uma vez, me chamaram de velha, desacreditaram” (em entrevista à TV Globo).
Braçada, braçada, respira. Braçada, braçada, respira.
A linha de chegada já não é um sonho distante. Agora, é um alívio logo ali na frente.
A holandesa, a francesa e a italiana aceleram. A brasileira resiste.
Sharon van Rouwendaal, a holandesa, agora com folga, chega primeiro à batida de mão.
Rachele Bruni, a italiana, usa toda a sua experiência para fechar o caminho de Aurelie Muller, a francesa, que é desclassificada pelos juízes por acabar dando um caldo em sua oponente na finalização da prova.
A brasileira de 33 anos, 1 segundo e 9 milésimos depois, se torna a primeira mulher do Brasil a subir ao pódio da natação feminina em Olimpíadas, carregando sua medalha de bronze.
Poliana Okimoto, é um prazer poder apoiar você nessa jornada. Agora que você subiu tão alto no pódio, é hora de mergulhar na glória.
#VaiFundoSpeedo
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